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Temos orçamento, mas não temos verba...

December 5, 2018

 

O ditado corporativo diz: “O papel aceita tudo! ”. Uma cruel realidade no mundo empresarial, principalmente em tempos de “vagas magras”. Como executivo que já fui e como consultor que sou, continuo vivenciando os acontecimentos de final de ano nas empresas. Uma das tarefas obrigatória das empresas organizadas é a construção do orçamento para o próximo ano, tomando como base o Planejamento Estratégico, e por algumas vezes a Visão corporativa.

 

Trata-se de um momento especial, em que os gestores se preparam cuidadosamente com projeções, informações, ideias e proposições de novos projetos a serem implementados, na busca de melhores resultados e quem sabe reconhecimento pelo sucesso alcançado da sua ideia. O encontro normalmente é aberto com as informações de resultados do último ano, como balizador das prospecções.

 

Existe um certo ritual velado, conduzido pelo CEO, onde o gestor que obtive melhor resultado no ano inicia sua proposição de informações e sugestões, em uma sequência de apresentações, onde fica evidente que o último a falar é o pior gestor do ano. Nesse contexto, muitas vezes acompanhados por um especialista / consultor, através de uma dinâmica bem elaborada, colorida e contextualizada, na tentativa de agrupar e ordenar as propostas apresentadas. Nota-se uma certa euforia de todos os participantes só de imaginarem todos os projetos em ações no próximo ano.

 

Nada incomum, um dos membros estar em silêncio e com nenhuma contribuição, até mesmo afastado da conversa e da empolgação do momento. Quase sempre o gestor da área financeira, até que em momento alguém do grupo pergunta:

- O responsável da área financeira não irá falar nada?

E ele responde, com uma frase curta e matadora.

- Onde iremos arrumar verba para tudo isso que está sendo aprovado?

Um silêncio sepulcral preenche a sala, com os gestores se olhando uns para os outros, para ver se alguém se atreve a responder à pergunta do financeiro. Por essa contínua experiência que, quando sou chamado para contribuir no Planejamento Estratégico e na construção do orçamento, a primeira pessoa que convido a se pronunciar é o gestor financeiro, com a pergunta:

- Quanto podemos investir em novos projetos para o próximo ano, sem comprometer o fluxo de caixa?

E é com essa informação inicial que desenvolvemos e definimos as demais ações do futuro ano. Simples assim!

 

Se você está próximo do orçamento anual, reflita sobre isso.

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