Cansei da Andragogia, quero Heutagogia

September 26, 2018

 

Como a pedagogia e a andragogia, a heutagogia visa à construção do conhecimento. Na pedagogia o professor é o condutor do processo ensino-aprendizagem das crianças. Na andragogia o professor também é o protagonista do ensino aos adultos. Na Heutagogia (do grego: heuta – auto + agogus – guiar) o estudante é o gestor do seu próprio conteúdo e processo de aprendizagem, utilizando-se dos novos recursos da tecnologia. Esse modelo educacional exige autodisciplina e valoriza as experiências pessoais e a necessidade de rapidez na assimilação de conhecimento e de habilidades.

 

Os estudos e pesquisas da neurociência deram suporte a esse processo, mostrando de modo científico que a motivação leva à construção do conhecimento e que sua consolidação está associada aos circuitos neuronais (redes de neurônios). Sendo assim, há como aprender sempre de maneira prazerosa.

 

O criador da nomenclatura, Hase e Kenyon, afirma que, os métodos tradicionais de treinar e educar não são mais adequados para capacitar as pessoas, e está desalinhada com a dinâmica da contemporaneidade e a velocidade das mudanças. E eu concordo com ele – é muito comum as empresas e seus representantes ao solicitar-me uma proposta de capacitação dizerem: “gostaria de fazer algo diferente com minha turma. O conteúdo e a forma de aplicação têm que durar, e mais do que isso tem que ser colocado em prática no dia seguinte”.

 

Percebo que existe um problema, e ao mesmo tempo uma oportunidade nessa situação. Os métodos e processos do ensino / aprendizagem, no mundo corporativo, estão sendo questionados. Existe uma corrente afirmando que o instrutor ou facilitador não são mais necessários no processo, e outra corrente afirmando exatamente ao contrário. A facilidade de oferecer um conteúdo em que o aprendiz não precise se deslocar, pode escolher o melhor horário para estudar e tem o recurso de revisar quantas vezes desejar, é fantástico. Mas a presença das pessoas e participantes, incluindo o instrutor, oferece a troca de informações e experiências bem-sucedidas ou não, contribuindo de forma significativa no aprendizado.

 

Por essa razão as organizações estão utilizando-se do aprendizado híbrido. Parte desenvolvido pelo meios virtuais e parte pelo presencial, com excelentes resultados. Acredito que a construção do conhecimento nas organizações deve ser desenvolvida há quatro mãos – consultor e empresa, estruturando a capacitação customizada, mensurada e diferenciada.

 

Reflita sobre isso, e planeje mais o seu próximo treinamento!

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