Cultura Ágil, o que é isso?

April 25, 2018

 

A cultura ágil é uma nova forma de pensar dentro dos modelos de gestão já existentes, os valores consistem em conferir maior responsabilidade no trabalho em equipe, de uma forma que todos têm conhecimento dos desempenhos individuais e cobram resultados um do outro, sem hierarquias.

 

Mas a cultura ágil não é exatamente novidade, ela tem raízes no chamado Manifesto Ágil, que nasceu no início do século 21 nos segmentos de desenvolvimento de software, quando essa área visava uma maior agilidade no desenvolvimento dos seus produtos e uma maior liberdade nas relações profissionais apostando na confiança, transparência, energização das pessoas, delegação de responsabilidades e interação.

 

Peter Drucker disse no já distante ano de 1998: “a maioria dos nossos pressupostos sobre negócios, tecnologia e organizações são de, pelo menos, 50 anos de idade. Eles pertencem já ao passado. Como resultado, estamos ensinando e praticando políticas que estão cada vez mais em desacordo com a realidade e, portanto, contraproducente”. Portanto, ele já via que era necessário mudar a forma de pensamento para agilizar a administração, que as formas de administrar precisavam passar por reformas para melhorar.

 

Com a demanda atual, o termo “agilizar” ganha cada vez mais importância nas empresas, projetos que muitas vezes se iniciam sem o devido planejamento, se tornam fracassos, perda de tempo, investimento e pessoal. A área de desenvolvimento de software despertou para essa necessidade quando percebeu que grande parte dos projetos apresentados ora resultava em fracasso, ora voltavam para a prancheta devido a discordâncias dos clientes quando colocavam suas necessidades em comparação ao que o projeto se dispunha a resolver e não ficavam satisfeitos com as soluções que se apresentavam.

 

Essa forma de pensar começou a se espalhar para outras áreas e a cultura ágil propõe, praticamente, a dissolução da pirâmide nas empresas aonde os cargos são vistos como degraus passando a tudo ser encarado de forma horizontal, linear, de maneira que todos trabalhem em um ambiente de comunicação e integralidade, sem a pressão das hierarquias. Portanto, a equipe trabalha mais unida, mais satisfeita e, consequentemente, produzindo mais rapidamente e atendendo melhor ao seu cliente.

 

Esse conceito tem o pressuposto de que, acima de tudo, para dar certo é preciso valorizar o fator humano, levar em consideração que as pessoas são mais do que simples mão-de-obra, elas têm qualidades e necessidades que precisam ser observadas de perto pela empresa para que elas se sintam mais do que meros funcionários, mas parte de uma grande equipe e que tem importância dentro do todo.

 

Essa visão está cada vez mais presente, não é de hoje que muitas empresas compreenderam que investir no relacionamento com os funcionários, observar suas necessidades, levar em conta que são pessoas com sentimentos e ambições é um dos melhores caminhos para deixar para trás o modo jurássico de controlar uma empresa, com chefes e diretores que não veem pessoas, mas somente números, registros e mão-de-obra reprimida pela falta de comunicação com os seus superiores.

 

Então somos privilegiados por estarmos passando por esse período de mudança cultural nas organizações, quando não seremos mais ferramentas para nos tornarmos membros importantes e colaborativos do todo, onde nossa participação é essencial para o sucesso.

 

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