Do mel da amizade ao Fel da traição Imprimir E-mail
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Escrito por Jefferson Leonardo   

          Do mel da amizade ao Fel da traição*
          *por izroze’d




          Estava pensando e uma frase que traduzisse o sentimento a respeito da traição e falsidade na relação de amizade. Eis que após uma breve pesquisa, encontrei uma frase do iluminado Buda que me conduziu a uma profunda reflexão: "Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”. O que pode ser pior que ter a alma ferida? A resposta pode vir pela experiência vivida por cada um de nós ao se deparar e sentir os efeitos da traição.

          Entretanto, tal reflexão me levou ao impulso da curiosidade e buscar uma frase que para que traduzisse fielmente o que penso sobre amizade e encontrei nas palavras sábias do Ésquilo, importante poeta da Grécia Antiga a seguintes frase: "Raros são os homens dotados de bastante caráter para se regozijarem com os sucessos de um amigo sem uma sombra de inveja."

          Pergunto-me as vezes se o traidor consegue compreender que ao trair está cometendo um ato perverso, lançando ao universo o fel da dor, da inimizade e porque não da vingança. Todo ser humano ao se ver traído pensa de alguma forma que o traidor merece um castigo. Não seria esse desejo alguma forma de vingança?

          A traição estimula a violência física, mas a violência moral é que provoca uma profunda dor.

          Confiar é como entregar para alguém um bem tão precioso, mas que só saberemos de seu real valor quando se perde na lama deslealdade. Como encontrá-la? Talvez nunca.

          Amizade não precisa ser imposta, nem tão pouco cobrada, pois há nela uma obrigatoriedade natural que chamo de respeito e lealdade. Há na amizade uma essência que revela o dom de ser humano, sendo possível amar, ser amado, compreender e ser compreendido e mesmo nas adversidades da vida, caberá espaço para a compreensão verdadeira dos limites do outro.

          Será que conhecemos mesmos os nossos amigos? Esses que estão ao nosso lado todo dia, os que demonstram preocupação e interesse enquanto falamos, esses que dizem concordar conosco e ainda apoiar as nossas ações, nos dizendo muitas vezes que somos incríveis, únicos e mercedores de sua confiança. Que somos inteligentes e legais. Será que realmente conhecemos nossos amigos?

          Não resisti e pus-me novamente a buscar uma frase que trouxesse novas reflexões sobre a amizade, eis a que John Collins eternizou: “Os nossos amigos conhecem-nos na prosperidade. Nós conhecemos os nossos amigos na adversidade”.

          Faça sua parte nas relações de amizade, seja uma pessoa do bem, respeite o seu amigo, respeite a amizade. Se não puderes com isso, e mesmo assim fizerdes com que as pessoas acreditarem que és amigo, a sua sentença já foi dada: Solidão!

          Marluce Dezorzi - Diretora de Consultoria - SR Consultoria e Educação Corporativa
          skype:marluce.dezorzi
          msn: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 
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